O uso da tecnologia em contexto educativo pode ter um efeito contrário ao esperado reforçando o ensino obsoleto (Pacheco) e não produzindo os resultados de aprendizagem esperados. Para responder aos desafios que a Sociedade da Informação impõe, é imperativo compreender de que forma, os agentes de educativos devem contribuir para a aquisição de conhecimentos significativos.
As politicas educativas devem criar o espaço para que a escola de hoje mude. Pais e professores necessitam de aceitar a mudança.
No que diz respeito aos equipamentos, estes não se podem limitar a um computador por sala, ou a uma sala TIC, à qual o aluno não pode aceder fora do contexto de aula. Se o método de ensino não mudar, a informação é ainda passada de forma expositiva, tradicional e apenas no sentido da alfabetização digital.
Além dos equipamentos e software necessários, impõe-se à escola e aos seus profissionais, uma alteração na forma de atuação e de gestão do currículo que permita instituir uma verdadeira comunidade de aprendizagem (Delors, 1996).
O papel da escola e dos professores deve reinventar-se, abrindo-se aos contextos sociais e culturais, à diversidade dos alunos, aos seus conhecimentos, experimentações e interesses (Silva, 2006).
Se por um lado se pretende que o aluno não seja um mero recetor de informação, mas que participe tanto na aquisição de conhecimento como na produção do mesmo e ao longo da vida; do professor é esperado que seja um criador de conteúdos, guia, mediador, conselheiro e desafiador, acompanhando na busca, seleção e tratamento da informação (Carneiro, 2004; Adell, 1996).
O professor atual, não sendo um nativo digital, tem de aprender a “língua”, manter-se atualizado e implementar esses conhecimentos na sua prática diária como parte integrante das metodologias de ensino (Carneiro, 2004). Para fomentar o sentido crítico nos seus alunos e capacitá-los para um mundo em permanente mudança, ele próprio tem de estar preparado; o que exige grande investimento, espírito inovador e disponibilidade para a mudança.
Refletindo sobre a questão “como inserir as TIC dentro de uma proposta pedagógica”, penso no já é feito, como por exemplo: o recurso a portfólios digitais, nos quais os alunos expõem os seus trabalhos; o recurso a jogos educativos interativos, em diferentes áreas do saber; o envio de trabalhos por email e a apresentação dos mesmos pelos alunos em contexto de sala de aula.
Este ano por exemplo, os meus alunos, com idades compreendidas entre os 6 e os 8, estão a usar a fotografia e o vídeo, para representar o que se deve ou não fazer - distinguir o certo ou errado, por simulação das situações - como a criatividade de um potencia a criatividade de outro – construção de histórias em colaboração, desenho inspirados em outros desenhos. Na fase final do projeto, vamos editar os vídeos, escolher as fotografias e construir a apresentação a divulgar junto da comunidade educativa.
O trabalho em colaboração é facilitador de aprendizagens significativas (construídas sobre os conhecimentos prévios do aluno) e construtor de uma cidadania proactiva, onde todos têm um papel na aquisição e construção de conhecimento.
Segundo Silva (2006, 145),
“espera-se, assim, que o aluno seja capaz de ser: Um cidadão participativo e colaborativo; Co-responsável no seu próprio processo de aprendizagem; Um cidadão com capacidade para a auto-reflexão; Um cidadão construtor de conhecimento; Um elo na cadeia do desenvolvimento da sociedade a que pertence”.
Bibliografia consultada pela turma:
Cadeias, M.I. e Silva, J.A. (2008), A nossa sala de aula já é maior que o planeta Terra! In Educação, Formação e Tecnologias, vol.1 (1), pp. 142-152. Disponível em http://eft.educom.pt
Bibliografia consultada pela turma:
Cadeias, M.I. e Silva, J.A. (2008), A nossa sala de aula já é maior que o planeta Terra! In Educação, Formação e Tecnologias, vol.1 (1), pp. 142-152. Disponível em http://eft.educom.pt
Miranda, Guilhermina Lobato. “Limites
e possibilidades das TIC na educação”
O uso das TIC e as alterações no
espaço educativo, Poncinho Ricardo Filipe da Silva & GAspar, João Pedro
Marceneiro, pp.143-154
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aprendizagem_significativa
Sem comentários:
Enviar um comentário