domingo, 5 de junho de 2016

Biblioteca web 2.0, criando as raízes para o Futuro






No enunciado das competências a atribuir às bibliotecas escolares do século XXI, espera-se que a biblioteca digital, com as suas ferramentas de comunicação e informação, cresça no seio educativo “como uma rede de neurónios”, capaz de estimular toda uma comunidade e estabelecer pontes interdisciplinares e multiculturais.
A Web 2.0 permite, graças à sua capacidade de interatividade, esbater os obstáculos de tempo/espaço, facilitando o acesso à informação, a partir de qualquer local e sem constrangimentos de horário.  A universalidade do acesso na Web, aproxima os que nela interagem, num registo de eficácia e eficiência, just in time.
Neste desafio, a articulação entre todos os profissionais da educação é de supra importância e creio que, pela elasticidade do espaço e o seu potencial criativo, a BE poderá desempenhar um papel fundamental na motivação para aprender, assim como, no desenvolvimento de competências digitais.
As bibliotecas escolares são “ambientes de convívio e de trabalho onde se realizam percursos formativos e de aprendizagem que estimulam a interação dos alunos com tecnologias e fontes de informação diversificadas. Ocupam um lugar imprescindível na escola, na medida em que fomentam o treino e a formação para as literacias digitais, dos média e da informação, preparando os alunos para a pesquisa, uso, produção e comunicação da informação e para a participação segura e informada nas redes sociais1."
Neste contexto, o papel do professor bibliotecário assume novo significado.
“A função do professor bibliotecário exige, para além das competências em biblioteconomia, tecnologias e em gestão da informação, outros conhecimentos muito diversificados nas áreas da pedagogia, psicologia, economia, sociologia, ética2.”
A biblioteca digital exige ao professor que além de facilitador/moderador, seja um criador e dinamizador de conteúdos, numa comunicação que pode ocorrer em diferentes contextos (presencial/virtual; assíncrona/síncrona) e através de diferentes ferramentas que a Web 2.0 disponibiliza (Wiki, blogues, fóruns, chat, redes sociais…). O resultado da sua prática norteia-se entre a democratização do acesso ao conhecimento e a aprendizagem colaborativa, capaz de produzir novos conhecimentos e unir toda uma comunidade em torno de projetos comuns.
Neste âmbito, importa salientar as competências esperadas das bibliotecas escolares do século XXI e antever qual o perfil e que desafios se colocam ao professor bibliotecário:
_ Constituir-se como um núcleo da organização pedagógica da escola, ou seja, um lugar no qual os recursos existentes articulam com as diferentes disciplinas.
_ Constituir-se como centro de estímulo e consolidação de aprendizagens e competências; através do qual os alunos têm oportunidade de consultar diferentes recursos (materiais impressos, audiovisuais, digitais) e colaborar no tratamento da informação e na produção dos seus trabalhos.
_ Constituir-se como centro de atividade cultural, no qual o gosto pela leitura, pela produção de textos de acordo com as áreas de interesse dos alunos é essencial para o desenvolvimento pessoal, artístico dos alunos.
Tudo o que a biblioteca escolar puder ser hoje, é o caminho para este amanhã construído por cidadãos críticos e participativos no bem-estar comum. 

Bibliografia consultada pela turma:

Azevedo, Maria Alice Agra Eiras. A LEITURA E AS FERRAMENTAS DA WEB 2.0 – ARTICULAÇÃO CURRICULAR. II Encontro Nacional TIC e Educação para Alunos do Ensino básico e Secundário
Conde, Elsa, A integração das Tecnologias de Informação e Comunicação na Biblioteca Escolar
Cordeiro, Rita Fernandes (2011). Competências em Literacia da Informação. Porto. Universidade Portucalense
Cunha, T. M., Figueiredo, M. B. O impacto da Web 2.0 nas Bibliotecas Escolares das escolas secundárias do concelho de Lisboa. Lisboa. Biblioteca Mário Sottomayor & Arquivo Histórico Parlamentar.
Fradique, M. F. S. C. (2011). As Bibliotecas Escolares e o Papel do Professor Bibliotecário. Universidade da Beira Interior. Artes e Letras. Covilhã
2LIVRO 1. MOREIRA, J. A. & MONTEIRO, A. (Orgs.) (2012). Ensinar e Aprender Online com Tecnologias Digitais: Abordagens Teóricas e Metodológicas. Porto: Porto Editora. 
Ministério da Educação, Lançar a rede de Bibliotecas Escolares, Lisboa 1996, consultado no dia 23 de maio de 2016 em http://www.rbe.mec.pt/np4/file/94/lancar_rbe.pdf
Proença, J. P. S. (2012). Biblioteca Escolar e Web 2.0 - Questões em torno de algumas práticas em implementação e perceção do impacto no trabalho da Biblioteca. Universidade Aberta. Mestrado em Gestão da Informação e Bibliotecas Escolares
1Programa Rede de Bibliotecas Escolares. Quadro Estratégico 2014-2020 (pag. 15), disponível em http://www.rbe.mec.pt/np4/np4/?newsId=1048&fileName=978_972_742_366_8.pdf
Tood, Ross. "O que queremos para o futuro das bibliotecas escolares". Bibliotecarbe.  Rede Bibliotecas Escolares. 2011



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